Alimentação

A importância da qualidade dos alimentos na saúde dos peixes.

A hora de alimentar os peixes do aquário talvez seja um dos momentos mais especiais da aquariofilia. Ver os peixes à espera de comida é uma sensação prazerosa e recompensadora. A nutrição adequada é extremamente importante para a manutenção da saúde e do bem estar destes pequenos companheiros.

Na natureza os peixes têm à sua disposição uma variada gama de alimentos. No ambiente restrito dos aquários, muitas vezes as necessidades dos peixes não são supridas corretamente ao se utilizar alimentos de qualidade duvidosa. Além do adequado balanceamento de nutrientes, uma ração de qualidade deve ter forte atratividade e possuir características de cor, tamanho e densidade adequadas às espécies a que se destina.

A nutrição inadequada provoca, entre outros problemas, deficiência imunológica, tornando o peixe mais suscetível às doenças. É também responsável por grandes mortalidades de peixes em aquários.

Alguns sintomas de deficiência nutricional podem ser confundidos com sintomas de doenças causadas por parasitas, bactérias e outros patógenos.

A falta de vitamina A causa catarata (exoftalmia), parada no crescimento, hemorragia nos olhos e base das nadadeiras, despigmentação e degeneração da retina. Já a falta de vitamina E reduz a taxa de sobrevivência, causa distrofia muscular, deficiência reprodutiva, letargia e retenção de água corporal (hidropsia). A deficiência de vitaminas do complexo B causa anemia e falta de apetite, distúrbios nervosos, natação errática, coloração escurecida e alta mortalidade.

Vitaminas e minerais

Dietas deficientes em vitamina C resultam em má formação dos ossos e cartilagens. Afetam também as brânquias, causando uma redução na eficiência das trocas gasosas, principalmente no que diz respeito à retirada do oxigênio da água. Devido à má formação de colágeno, podem ocorrer desvios da coluna, como lordose e escoliose.

A deficiência de minerais também é muito prejudicial aos peixes. A falta de cálcio ocasiona redução no crescimento e desmineralização dos ossos. O fósforo é outro mineral extremamente importante, e sua carência ocasiona falta de apetite, má formação dos ossos, redução do crescimento e osteoporose.

Uma dieta deficiente em outros minerais como magnésio, ferro, zinco e cobre pode causar degeneração de fibras musculares, alta mortalidade, feridas na pele e nadadeiras, além de catarata e calcificação dos rins.

Peixes muito exigidos em termos de reprodução, como os ovovivíparos Espada, Lebiste e Molinésia sucumbem rapidamente a um inadequado manejo nutricional durante este período. Este manejo está relacionado com a qualidade e a quantidade de alimento disponível.

A Alcon utiliza na composição de suas formulações Premix vitamínico e mineral de altíssima qualidade, o que garante aos peixes um adequado fornecimento destes fundamentais ingredientes. Como exemplo da preocupação com a qualidade, este Premix apresenta vitamina C na forma aqua-estável, essencial para as formulações de rações a serem fornecidas para animais aquáticos.

Hábitos alimentares

Os peixes apresentam hábitos alimentares que variam de espécie para espécie. Os cientistas dividem os peixes quanto à sua fonte alimentar em várias categorias, sendo três as mais usuais:

Carnívoros: peixes que se alimentam de carne, sendo capazes de se alimentar aos bocados (Piranha, Moréia, Talassoma, por exemplo). Entre os carnívoros estão também os predadores que engolem peixes e outros animais, como moluscos e crustáceos, por inteiro (Oscar, Traíra e Peixe Leão, por exemplo).

Herbívoros: alimentam-se de algas e vegetais. Muitos herbívoros, quando pequenos, devido à necessidade energética que necessitam para seu rápido crescimento, são onívoros. O Hepatus, o Cirurgião, o Abramites e o Leporino são exemplos de peixes herbívoros.

Onívoros: são peixes que apresentam uma dieta mista, explorando diversas fontes de alimento, como insetos, plantas, matéria em decomposição, algas e ovos de anfíbios. Como exemplo de peixes onívoros temos Lambarí, Lebiste, Espada, Platy, Molinésia, Donzela e Acará Disco.

Devido ao seu hábito alimentar, os peixes apresentam variações na posição de sua boca. O processo de produção das rações extrusadas Alcon permite que se trabalhe diferentes densidades, de modo a atender as necessidades dos diferentes grupos de peixes. A boca voltada para baixo é encontrada em peixes que vivem na parte inferior da coluna d'água e se alimentam no fundo, como Cascudo, Botia, Coridora e Dojó.  Os chamados peixes de meia-água como Acará Disco, Barbo Sumatrano, Beijador, Sargento e Paru, possuem a boca localizada no meio e se alimentam na parte média da coluna d'água.  Já os peixes de superfície têm a boca voltada para cima e alimentam-se preferencialmente na superfície da água. É o caso do Aruanã, Molinésia, Lebiste e Betta.